Goiás: deputado apresenta nova proposta para extinguir horário de verão


Wilson Tadeu Lacerda | Politikos
O horário de verão não tem paz. Os goianos que o digam. Depois do deputado estadual Luis César Bueno (PT-GO) tentar arrancar a prática do calendário do Estado, o colega de parlamento deputado Marlúcio Pereira (PSB) apresentou o Projeto de Lei nº 3921/17, em que pede a extinção do horário de verão no Estado de Goiás.
A proposta já foi lida em Plenário e está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ).
Marlúcio reconhece os benefícios da lei. Mas diz que existem sacrifícios.  “Não restam dúvidas que a medida de fato reduz o gasto com energia durante os meses em que o horário especial vigora. No entanto, deve-se analisar os custos para a população brasileira e se os sacrifícios impostos compensam os benefícios na economia gerada ao setor elétrico”.
Para  o deputado, o horário traz insegurança para a população. “Nossos trabalhadores e estudantes brasileiros, especialmente aqueles com menor renda e moradores das áreas periféricas das grandes cidades, ficam extremamente expostos à violência ao sair de suas residências sem ter a luz do dia. A escuridão das primeiras horas da manhã abriga malfeitores de todos os quilates”.
Para o parlamentar, no final das contas, Goiás ganha pouco com o “horário”.
No Brasil, a prática foi instituída pela primeira vez entre os anos de 1931 e 1932. Após 18 anos sem que a medida fosse novamente utilizada, o horário de verão voltou a ser implantado em 1985.
Pela proposta,  a população deve aproveitar ao máximo a luz natural durante os dias mais longos do verão e, com isso, poupar a  energia.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel ) diz que a economia média no  com a vigência do horário de verão gira entre 4 a 5%.
Marlúcio Pereira questiona, em sua proposta, se essa economia compensa os enormes sacrifícios impostos à população.
“Se é fato que o País economiza energia, não se pode negar igualmente que nossa população paga um preço por isso. Ao adiantar em uma hora o relógio, as pessoas passam a se levantar mais cedo, sofrendo no próprio corpo as consequências que isso acarreta, como sonolência, fadiga, dores de cabeça, falta de concentração e irritabilidade”, diz.
A luta contra o horário se transformou em um grande filão legislativo, mas sem sucesso, já que parcela das normas acaba rejeitada.

 

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