Wilder Morais tem missão difícil em Comissão de Segurança Pública

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Em discurso na tribuna do Senado, Wilder Morais (PP-GO) fala de segurança pública: comissão vai debater problema

Heráclito Aquino | Agência Planalto

O senador Wilder Morais (PP-GO), acostumado aos debates econômicos, terá pela frente uma missão árdua: compreender a problemática da violência no Brasil e tentar solucioná-la.

“Para se ter uma ideia, nosso país registrou mais vítimas de assassinatos nos últimos cinco anos do que a Guerra da Síria no mesmo período”, diz o parlamentar.

De cara, portanto, terá os índices e números mais absurdos, como a liderança mundial no número absoluto de homicídios e os 50 mil estupros que ocorrem por ano no país.

Líder de 13 senadores na casa legislativa sênior, Wilder assumiu a  Comissão Especial para a Segurança Pública no início de setembro.

Dentro desta comissão, várias perguntas: afinal, qual motivo torna o Brasil um dos líderes em criminalidade, corrupção, violência sexual e assassinatos de policiais?

Brasil é campeão de chacinas: ebulição social incontrolável, desrespeito com a vida humana e falta de recursos para reprimir crime pioram situação do Brasil (Foto: EBC)

O senador goiano pretende realizar o levantamento de estudos e avaliações elaboradas por entidades públicas e privadas sobre segurança pública no Brasil.

Desta forma, entidades como Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada (Ipea), Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), Instituto Sangari (responsável por criar o popular “Mapa da Violência”)  estão dentre os parceiros convocados a pensar a violência no Brasil.

Em entrevista coletiva, Wilder disse que pretende fazer uma análise orçamentária e financeira da segurança pública a partir da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado Federal (Conorf). Para Wilder, o Brasil gasta mal com segurança pública e a União tende a deixar os estados com o pires na mão para solucionar seus graves problemas.

O parlamentar tem um pacote de ações em segurança pública que visa despertar nos pares do Senado indignação e responsabilidade.

Wilder diz que a partir da relatoria e posterior votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ele pretende chamar a sociedade para o debate de temas pontuais, como a redução da maioridade penal (que ele é aparentemente contra) e a realização de um plebiscito para debater novamente o desarmamento.

Wilder defende a possibilidade que moradores de zonas rurais tenham acesso às armas para defesa pessoal e da família. O senador também apresentou projetos que tratam do sistema carcerário, idade penal, aceleração de investigação, reaproveitamento de armas apreendidas, etc.

PAUTA

Segundo Wilder Morais, na Comissão Especial para a Segurança Pública, estarão em pauta temas como revisão do Estatuto do Desarmamento,  descriminalização das drogas, redução da maioridade penal e prisão de traficantes de pequeno porte, reestruturação do modelo de policiamento, dentre outros.
Wilder critica a falta de investimentos que sempre existiu por parte do governo federal em Segurança Pública, empurrando para os Estados o problema. “É indignante constatar que a União gasta pouco com as políticas de segurança pública e é o cidadão o principal penalizado com isso. É frustrante ver tantas famílias reféns do medo”, fala o senador Wilder.

 

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